Futuro do Trabalho

O futuro do trabalho no Brasil

Desde que teve início, em março de 2020, a pandemia do Covid-19 – também conhecido como o novo coronavírus – alterou, de uma vez por todas, quase todos os aspectos da vida pessoal e profissional das pessoas. Afinal, em detrimento do alto risco de contágio provocado pelo vírus, países inteiros precisaram reaprender formas de exercer e desempenhar atividades com as quais estavam acostumados, criando assim novos hábitos e tendências.

De acordo com o IBGE, em 2018, cerca de 3,8 milhões de pessoas trabalhavam, por exemplo, no modelo “home office”. Devido às medidas de isolamento social, no entanto, e quando comparado ao último mês, este número quintuplicou e o que era tendência de futuro, virou realidade para 90% da população brasileira.

Em suma, a pandemia acelerou a evolução e instaurou medidas que tem provocado um grande boom de inovação no mercado de trabalho nacional. Veja, os principais impactos e tendências para o futuro do trabalho no Brasil.

Os principais impactos da pandemia no modelo de trabalho

A grande mudança trazida pela Covid-19 foi, sem dúvidas, a implantação do “home office” pelas empresas. Pois, com a obrigatoriedade do isolamento, o trabalho remoto foi a saída encontrada por estas para garantir a continuidade das atividades. Tal medida não só adiantou uma prática que vinha sendo implantada de forma gradual, antes da pandemia, por algumas empresas, como trouxe desafios de produtividade, gestão, engajamento; além do equilíbrio do trabalho em casa com a vida pessoal dos colaboradores.

Com esta mudança, vieram também movimentos como:

  • Organização do trabalho: diante da comprovação da eficiência do modelo de trabalho “home office”, algumas empresas começaram a estudar, por exemplo, a flexibilização das jornadas de trabalho, que podem, daqui por diante, significar semanas de trabalho mais curtas ou acordos de compartilhamento de trabalho para evitar folgas em períodos com menos funcionários, ao mesmo tempo em que é reformulado o regime de expedientes para obter melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal no longo prazo.
  • Qualificação por demanda: as contribuições de profissionais que, antes da pandemia, eram pouco valorizados pela sociedade, como o setor da saúde e também os professores e funcionários de supermercados, serão, sem dúvidas, mais valorizadas daqui em diante. É esperado, portanto, um movimento de qualificação por demanda, segundo as novas tendências do mercado de trabalho.
  • Engajamento virtual: como parte da equipe continuará em home office, reuniões, confraternizações, sessões de check-in e check-out diários entre líderes e colaboradores, sessões de feedback, discussões de futuro profissional, entre outros, deverão ser daqui pra frente, realizados online, e portanto, devem sofrer repaginação.
  • Controle por produção: embora existam ferramentas eficientes de controle de jornada de trabalho, como as desenvolvidas pelo Escala, o que realmente será relevante, para uma gestão remota eficiente, é a relação de confiança entre os líderes e seus liderados. Deverá ser estabelecido um vínculo entre as partes, onde haja um acordo de metas a serem alcançadas em vez de horas a serem trabalhadas. 

As principais tendências para o futuro do trabalho pós-pandemia

Com a redefinição das principais tendências do trabalho, os departamentos de recursos humanos precisarão, sem sombra de dúvidas, repensar as estratégias de planejamento, gerenciamento, desempenho e experiência da força de trabalho e dos colaboradores.

Diante desse contexto, confira a seguir, as principais tendências para o futuro do trabalho no Brasil:

1 – Flexibilização é a palavra-chave

As empresas e até mesmo as leis trabalhistas brasileiras precisaram ser flexíveis diante dos desafios impostos pela pandemia. A tendência para o futuro é que as opções de trabalho flexíveis aumentem a produtividade dos colaboradores, ao mesmo tempo que atendem aos requisitos de saúde e segurança nos locais de trabalho.

Seja com o modelo de trabalho “home office” integral, parcial, com flexibilização dos horários ou até mesmo com a redução da jornada de trabalho, o fato é que as empresas precisarão adaptar as regras antigas e criar regras novas que atendam as novas necessidades do seu público-alvo.

Na Nova Zelândia, por exemplo, a primeira ministra Jacinda Ardern planeja a redução dos dias trabalhados de cinco para quatro, como anunciou uma reportagem da BBC. Vale a pena destacar que Jacinda é reconhecida como uma das políticas que melhor conduziram sua nação durante a crise de Covid-19.

2 – Aumento do trabalho remoto

Antes mesmo da crise ocasionada pelo contágio do novo coronavírus, muitas empresas já apostavam no modelo de trabalho “home office”. O relatório da Connect Solutions destacou, por exemplo, que 24% dos colaboradores remotos admitiram que o home office permitiu que executassem mais tarefas ao mesmo tempo em comparação ao que produziam no escritório.

Asso, e diante do ganho comprovado de produtividade e das melhorias na qualidade de vida dos colaboradores, essa tendência deve permanecer. 

3 – Maior foco no trabalho terceirizado

A crise econômica e sanitária ocasionada pela pandemia do Covid-19 tiveram como consequência a demissão em massa de inúmeros trabalhadores. Isso, somado à inovação tecnológica e às novas ferramentas de trabalho, foram mudanças que moldaram novas gerações de profissionais que, ao invés de esperar que o mercado lhe ofereçam uma oportunidade, buscam o modelo de contratação autônomo ou “freelancer”. 

A tendência é que a informalidade, a baixa burocracia e a agilidade do serviço autônomo, especialmente nas áreas de comunicação e tecnologia, sejam cada vez mais visadas por empresas e profissionais.

4 – Lifelong Learning ou reciclagem de conhecimentos

Foram-se os dias nos quais apenas o diploma de ensino médio ou universidade eram suficientes para manter-se ativo no mercado até a aposentadoria. O futuro do trabalho pós-pandemia não comporta mais pessoas que não reciclam conhecimentos.

Assim, o lifelong learning – ou aprendizado constante – é uma tendência que já existia, porém que ficou ainda mais relevante com a pandemia.

5 – Experiência mais humanizada para os clientes e colaboradores

É essencial que as empresas observem, daqui em diante, o indivíduo e não o coletivo. Como observado, o Covid-19 reforçou a convicção de que as preocupações humanas não estão separadas dos avanços tecnológicos, mas são essenciais para capturar todo o valor das inovações.

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